quinta-feira, 30 de outubro de 2014

What You Are Looking For: Black Market Karma


Difícil encontrar uma banda com apenas três anos de existência e uma discografia tão prolífica como a Black Market Karma. Esses londrinos que se juntaram em 2011 já possuem cinco discos lançados. Discos cheios, com 11 ou 12 faixas, não singles e nem EPs esporádicos. O My Bloody Valentine, uma de suas evidentes inspirações, demorou mais de duas décadas para ter três álbuns de estúdio na discografia, dois deles durante o primeiro período de atividade, de 1983 a 1997. O mais surpreendente é que dos cinco discos do BMK, quatro foram lançados no mesmo ano, 2012. E o mais legal é que tudo está disponível para free download no site da gravadora deles, a Flower Power Records.

Desde o primeiro disco, Comatose, o Black Market Karma vinha ecoando uma sonoridade muito equivalente a My Bloody Valentine, como pode ser ouvido na faixa-título. Cocoon é o disco com repertório mais shoegaze, como se ouve em "Neutral", "If I Could" e "Violet", só pra citar alguns exemplos. No mesmo Cocoon também ficam evidentes traços de The Velvet Underground ("Hold Me Down") e de The Jesus And Mary Chain ("Dirty Water"). Muito shoegazing são também "Stars and Stripes (Hammer and Sickle)", "Slow" e "Catsigh", do penúltimo lançamento, Easy Listening. 

No EP de estreia, All That I've Made, e em Comatose fica registrada a influência de Nirvana ("All That I've Made" e "I Can't Save You", respectivamente). O debut EP de quatro faixas é bem interessante por condensar grunge e shoegaze: passam por ali Nirvana, Ride/My Bloody Valentine e JAMC, mas encerra com um "folkgaze" destoante ("All That I've Lost").

A partir do lançamento de Semper Fi, quarto disco do BMK, sua sonoridade se desprende um pouco do shoegaze e suas músicas passam a soar mais psicodélicas e viajantes, diferenciando-se pela presença de cítara em algumas faixas. Algumas das melhores canções deste disco são: "Running On Dry", "Don't You Know", "I Am Life", "Head Full Of Fuzz", "Andrea's Drum" e "Sitary-Wary". Em janeiro de 2014, o Black Market Karma lançou Upside Out Inside Down, que segue a mesma linha psych do disco anterior, lembrando menos as referências dos lançamentos de 2012, com destaques para "Aheeha", "Outside I", "Skullgroover", "Heady Ideas", "Yes You Can" e "Only Once".




Discografia Black Market Karma:

All That I've Made (debut EP) - Junho/2011
Comatose - Janeiro/ 2012
Cocoon -  Junho/ 2012
Easy Listening - Setembro/2012
Semper Fi - Dezembro/2012
Semper Fi (Vinil) - Julho/2013
Upside Out Inside Down - Janeiro/2014

BMK é formado por:

Stan Belton - Voz/Guitarra
Mike Sutton -  Baixo
Finley Belton - Guitarra
Louisa Pili - Voz/Guitarra/Percussão
Lee Blenckinsop -  Bateria





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Psych Feelings: TAU


por Adeson Moraes

Mais um banda nasce no submundo dos bons sons, e já começa com tudo: o novíssimo projeto chamado TAU, diretamente de Berlim. O responsável pela beleza sonora chama-se Shaun Nunutzi Mulrooney. O cara trabalha com os Dead Skeletons, então para os iniciados acho que dispensa apresentações ou tecer qualquer tipo de comentário. O som passeia pelo experimentalismo, psychedelic e krautrock no melhor estilo Brian Jonestown Massacre e Dead Skeletons. Na primeira audição foi paixão instantânea. Todos os instrumentos ficam a cargo do próprio Shaun, com dois excelentes sons lançados: "The Trickster", lançado em junho de 2014, e "Huey Tonantzin (Madre Tierra)", lançado em julho de 2014. TAU faz com maestria o que de melhor temos na atualidade no psych e consolida ainda mais a cena que é umas das vertentes mais autênticas e belas da música. É bom ficarmos de olho, pois vem ainda muita coisa boa de Shaun e seu hipnótico TAU. Aumente o som e boa viagem. 




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Psych Feelings: Grass On The Sun


por Adeson Moraes 

Existe uma safra nova de bandas incríveis da cena psych mundial. E diretamente da Itália, além do já cultuadíssimo Sonic Jesus, conheci outra banda igualmente genial, a Grass On The Sun, que faz um psychedelic shoegaze spacerock fortemente influenciado pelos mestres Jesus and Mary Chain e Spacemen 3. O duo composto por Alessandro Hicks (vocais e guitarras) e Gabriele Sancho (bateria, baixo e demais efeitos) conta com um EP lançado em junho deste ano contendo duas faixas: "The Corner" e a maravilhosa "I Feel It Coming", que conta com um vídeo oficial incrível. Sem dúvida a Grass On The Sun vem adicionar e muito à cena psych que anda mais efervescente do que nunca. Boa viagem.




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

From Birmingham, with pride: STV interviews The Exploding Sound Machine




Tell us how The Exploding Sound Machine got started.
Joey: The band got together really by chance, I was working in a vintage store in Birmingham and I'd just moved here looking to get a something together when a friend told me about this guy who digged the same music and style as me and that he was a drummer looking for a band, we met and we just clicked. Then about a month later we were at a club that played 60s psych and garage when we met Sarah who had come up to Birmingham by chance. The three of us tried out loads of people but nothing seemed to work and it got to the point when we were thinking of packing it in until Lewis contacted me on Facebook and came down to jam and it was like we'd found the missing piece of the puzzle, though at the time we were a far more garagey sounding band. It really wasn't until Ed joined on guitar that we really found the sound and style that we are today.

"You can definitely feel there's a scene starting to form in Birmingham"



Which bands has influenced you?
Joey: Good Lord, that's a tough one because it can really change from day to day. I think the band hasn't really got one set of bands that have influenced us because we all dig the same sounds, but we can all be into really different things at any one time, for me personally it's always been the British psychedelic bands like Syd Barrett era Pink Floyd, The Pretty Things, The Soft Machine, The Open Mind, the Moody Blues, and Donovan, and some of the west coast bands like Love and Jefferson Airplane mixed with the early prog and kraut rock bands like Jethro Tull, King Crimson, Yes, Black Widow, Black Sabbath, and Brain Ticket. 

"Some of the highlights for me have been playing at Lunar Festival with the likes of Donovan, Arthur Brown, and Temples"


Why “Lady Medusa” was chosen to be the first digital single?
Joey: "Lady Medusa" wasn't really picked by us as a single, it just seemed that was the track out of the three that people really loved. But we weren't happy with the mix so we went back into the studio and tweaked it. When the first twist in the tale E.P comes out in early September on CD all three tracks have been remixed so they sound so much bigger.

How has the current tour been?
Joey: It's always great to be on the road and we are all genuinely close friends so there's never a dull moment. There's been highs and lows but every band has that and I think with what we're trying to do people either get it or they don't. Personally, some of the highlights for me have been playing at Lunar Festival with the likes of Donovan, Arthur Brown, and Temples. And our most recent gig in Brighton where we played to a sell out crowd and people were singing along with the songs which just blew my mind... I would love to tell you about something big happening next month but I've been sworn to secrecy...

"Birmingham always gets overlooked for London, Liverpool and Manchester, but there's been some amazing bands" 


Would you say that there is a neo-psych scene in Birmingham?
Joey: You can definitely feel there's a scene starting to form in Birmingham and it's great that it's coming from two different ends of the spectrum with the 60s psych thing, and the shoegaze revival coming together. I used to run an event in Birmingham called The Exploding Bubble Club and when I started out I wasn't expecting much I just wanted somewhere me and the band could go, but it ended up being this massive night that people would travel from all over Europe to come to, and loads of cool guys from Birmingham that I'd never met appeared. Birmingham always gets a bum deal really and gets overlooked for London, Liverpool and Manchester, but there's been some amazing bands like Black Sabbath, The Idle Race, and Roy Woods bands (The Move and ELO) and some amazing venues like Mothers Club that get forgotten.

Tell us about the next releases. What do the audience can wait? 
Joey: Well, we're working with a great label called HeviSike, so we're about to put out the first twist in the tale as a hard copy hopefully with a 7" release and then in early October we shall be releasing our new four track 7" EP and Double A-Side single which you will be able to purchase from either our Facebook or from HeviSike's website.

The Exploding Sound Machine is composed of:

Joey - Guitar/Vocals
Ed - Guitar/Backing Vocals
Sarah - Organ/Backing Vocals
Lewis - Bass
Simon - Drums

Support them.




De Birmingham, com orgulho: STV entrevista The Exploding Sound Machine



Conte para nós como The Exploding Sound Machine surgiu
.
Joey: Foi realmente por acaso. Eu trabalhava numa loja vintage em Birmingham, tinha acabado de me mudar quando um amigo me contou sobre um cara que curtia o mesmo tipo de música e estilo que eu, e que ele era baterista e estava procurando por uma banda. A gente se conheceu e deu certo. Cerca de um mês depois estávamos num clube que tocava psicodélico e garage dos anos 60 e conhecemos Sarah, que tinha vindo pra Birmingham por acaso. A gente experimentou tocar com várias pessoas, mas nada parecia dar certo. Chegamos ao ponto de pensar em desistir até que Lewis fez contato comigo via Facebook e veio para uma jam e foi como se tivéssemos encontrado a última peça do quebra-cabeça, embora naquele tempo soássemos bem mais como uma banda garage. Foi só com a entrada do Ed como guitarrista que chegamos ao som e estilo que temos hoje.

"Definitivamente você pode sentir que há uma cena começando a se formar em Birmingham" 


Quais bandas influenciaram você (s)?
Joey: Senhor, é difícil dizer, porque isso pode mudar dia após dia. Acho que não temos exatamente uma lista de bandas que tenham nos influenciado porque todos nós exploramos as mesmas sonoridades, mas podemos todos estar com influências diferentes em qualquer momento. Pessoalmente, sempre foram as bandas britânicas psicodélicas como Pink Floyd com Syd Barrett, The Pretty Things, The Soft Machine, The Open Mind, The Moody Blues e Donovan, e algumas do costa oeste como Love e Jefferson Airplane, além do progressivo e krautrock do começo como Jethro Tull, King Crimson, Yes, Black Widow, Black Sabbath e Brain Ticket.

Por que “Lady Medusa” foi escolhido para ser o primeiro single?
Joey: “Lady Medusa” não foi realmente escolhido como single, simplesmente parecia que era a faixa, entre outras três, que as pessoas iriam gostar mais. Mas não estávamos felizes com a mixagem então voltamos ao estúdio e a melhoramos. Quando o primeiro EP for lançado no começo de setembro, as três faixas remixadas soarão muito melhor. 

"Alguns dos melhores momentos foi ter tocado no Lunar Festival com gente como Donovan, Arthur Brown e os Temples"

Como tem sido a atual turnê?
Joey: É sempre ótimo estar na estrada e nós somos realmente muito amigos então nunca há um momento tedioso. Tem havido altos e baixos mas toda banda tem isso. Pessoalmente, alguns dos melhores momentos foi ter tocado no Lunar Festival com gente como Donovan, Arthur Brown e os Temples. E nosso mais recent show em Brighton onde tocamos com ingressos esgotados e a plateia cantava as nossas músicas. Adoraria te contar sobre um grande acontecimento no próximo mês, mas eu preciso guardar segredo...

"Birmingham sempre fica ignorada atrás de Londres, Liverpool e Manchester, mas tem algumas bandas incríveis" 


Você diria que existe uma cena neo-psicodélica em Birmingham?
Joey: Definitivamente você pode sentir que há uma cena começando a se formar em Birmingham e é maravilhoso que isso está vindo de duas pontas diferentes do espectro psicodélico dos anos 60, e o shoegaze revival também está aí. Eu costumava produzir um evento em Birmingham chamado The Exploding Bubble Club e quando comecei eu não tinha muitas expectativas, só queria algum lugar onde eu e minha banda pudéssemos ir, mas o evento acabou virando essa grande noite para a qual as pessoas viajam de toda a Europa para participar, e muita gente interessante de Birmingham que eu nunca conheci aparece. Birmingham sempre fica ignorada atrás de Londres, Liverpool e Manchester, mas tem algumas bandas incríveis como Black Sabbath, The Idle Race, e as do Roy Wood (The Move e ELO) e alguns lugares ótimos como o clube Mothers que ficam esquecidos.

Fale sobre os futuros lançamentos. O que o público pode esperar?
Joey: Bem, estamos trabalhando com um ótimo selo chamado HeviSike. Esperamos lançar um 7’’ e depois, no começo de outubro, devemos lançar nosso primeiro EP 7” com quatro faixas e um single Double A-Side (single no qual nenhuma das faixas é considerada como “secundária” ou “B”) que estará disponível para compra tanto pelo nosso Facebook quanto pelo site da HeviSike.


The Exploding Sound Machine é composta por:

Joey - Guitarra/Voz
Ed - Guitarra/Backing Vocals
Sarah - Orgão/Backing Vocals
Lewis - Baixo
Simon - Bateria




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Half Dreaming: Asian Shoegaze Compilation

Quince Records, 2008

A coletânea apresenta uma série de bandas asiáticas, a maioria do Japão. STV destaca as faixas "Fix Your Eyes On" (Sharesprings), "Strawberry Cream" (Oeil), "Song Without Words" (Burrrn), "Cataclysmic" (Perfect Angel), "Seisou" (Monocism), "Satellite Boy" (Daixiaole), "Great Little Ones" (Nanocycle) e "April And You, March And I" (Cryv).



01. The Majestic High -- See Her Fall [Korea]
02. Burrrn -- Song Without Words [Japan]
03. Perfect Angel -- Cataclysmic [Indonesia]
04. Hideka -- Echoes [Japan]
05. Elemental Gaze -- Unperfect Sky (ft. Sigit Tigapagi)[Indonesia]
06. Monocism -- Seisou [Japan]
07. Daixiaole -- Satellite Boy [China]
08. Oeil -- Strawberry Cream [Japan]
09. Witherspoon -- Tingles And Everything [Malaysia]
10. The Evening Primrose -- Stargazer [Hongkong]
11. Caucus -- Sing (Half Dreaming) [Japan]
12. Candyaudioline -- Felt So Fine [Philippines]
13. Sharesprings -- Fix Your Eyes On [Indonesia]
14. Nanocycle -- Great Little Ones [Japan]
15. Everybody Loves Irene -- Love Is So Strange [Indonesia]
16. Cryv -- April And You, March And I [Japan]



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Yellow Loveless: um tributo japonês ao My Bloody Valentine


Tributo ao mais emblemático disco da banda shoegazer, lançado em janeiro de 2013. Traz as 11 faixas de Loveless (1991) interpretadas por bandas japonesas. Tokyo Shoegazer aproxima-se mais das versões de álbum de "I Only Said" e "Only Shallow", o mesmo vale para "Come in Alone" assinada por Age of Punk, enquanto "Touched", versão feita por The Sodom Project, está irreconhecível. Shonen Knife fez uma charmosinha versão de "When You Sleep". Boris não estraga, mas faz drama demais com "Sometimes". O álbum finaliza bem com "Soon" nas mãos de Sadesper Record. 




Yellow Loveless (High Fader Records, 2013)

01. Tokyo Shoegazer -- "Only Shallow" 
02. GOATBED -- "Loomer" 
03. The Sodom Project -- "Touched" 
04. Lemon's Chair -- "To Here Knows When" 
05. Shonen Knife -- "When You Sleep" 
06. Tokyo Shoegazer -- "I Only Said"
07. Age of Punk -- "Come in Alone" 
08. Boris -- "Sometimes" 
09. Shinobu Narita (4-D Mode1) -- "Blown a Wish" 
10. Lemon's Chair -- "What You Want" 
11. Sadesper Record -- "Soon"

Curiosamente, existe também um Blue Loveless, este feito por coreanos. 


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Entrevista: Blear


Anderson Lima (baixo), Erick Alves (vocal e guitarra), Rodrigo Lima (guitarra) e Kajiro (bateria) formam a banda Blear. Seu primeiro single, Melting Sun (2013), é a impecável combinação de elementos do shoegaze e do grunge que atinge em cheio os ouvidos e corações dos que estimam os berros e as doces melodias alternadas. Confira a entrevista com a banda que atualmente se prepara para lançar seu primeiro disco. 


Qual é a experiência anterior de vocês com a música? Tocaram em outras bandas ou a Blear é a primeira de todos? 

Como tocamos há alguns anos já passamos por algumas bandas sim, inclusive o Kajiro (baterista) toca na Hollowood. 


Como surgiu a Blear?

Blear surgiu em 2011 com o Erick e o Rodrigo compondo algumas músicas. O Anderson e o Ricardo Azedo (primeiro baterista) entraram em 2012 pra completar a banda, então começaram os ensaios e novas músicas foram surgindo até a gravação do nosso primeiro single 'Melting Sun', em outubro de 2013.

Quais bandas exerceram as mais relevantes influências na sonoridade da Blear?

Sonic Youth, Swervedriver, Nirvana, Smashing Pumpkins, Dinosaur Jr., Helmet, Therapy e muitas outras bandas dos anos 80 e 90.


"Cada música fala sobre um certo momento de nossas vidas, coisas como levantar cedo e ir trabalhar, desafetos, brigas..."

Como foi o processo de produção do primeiro single, 'Melting Sun'? 


Como gostamos muito de tocar nós compomos muitas músicas desde o primeiro ensaio. Escolhemos as duas que mais representavam nossa sonoridade até então.

Sobre o que tratam suas músicas?

Cada música fala sobre um certo momento de nossas vidas, coisas como levantar cedo e ir trabalhar, preguiça, ficar de saco cheio, desafetos, brigas...


Como está indo a produção do próximo material? Será um disco cheio e digital?

Estamos em processo de gravação, fazendo tudo com muita calma para alcançarmos a sonoridade que desejamos. Será um disco cheio, provavelmente com 9 músicas, e ainda não decidimos em qual formato será lançado. 

Tem previsão de lançamento?

Queremos lançar ainda esse ano, estamos nos esforçando pra isso.

Continuam compondo letras em inglês? E por que essa escolha?


Sim, porque a maioria das bandas que escutamos cantam em inglês e isso nos influencia muito. Além da métrica em inglês casar melhor nesse tipo de música.


 "Lugares pra tocar estão escassos em São Paulo"

Em 'Melting Sun' a sonoridade ‘grungegaze’ fica bem evidente. O próximo lançamento seguirá a mesma proposta?

Surpresa!

Como avaliam o recente cenário musical underground em SP? 


Sobre bandas, achamos que está rolando uma cena bem legal. Temos o Twinpine(s), Mudhill, Vapor, Poltergat, Chalk Outlines entre muitas outras que representam muito bem o rock alternativo e não ficam devendo nada pra nenhuma banda que está em evidência por ai. Temos um pequeno público que tem acompanhando essa galera toda e tem curtido muito a energia que rola nos shows. Lugares pra tocar estão bem escassos aqui em São Paulo. Estamos tocando em lugares mais inusitados como praças e bares em locais mais distantes do circuito central que estávamos acostumados há um tempo.




terça-feira, 20 de maio de 2014

Just Like Noise: Seis anos de STV


Celebrating The Jesus And Mary Chain


Songs to Valentina celebra seu sexto aniversário convidando três dos principais e melhores DJs do cenário rock alternativo de São Paulo para apresentarem sets especiais para o blog. Atendendo a um pedido do STV, Plinio Cesar e Marcelo Magoo prestam, cada um à sua maneira, uma homenagem ao The Jesus And Mary Chain, que se apresenta na cidade no mesmo mês de aniversário do blog (eles tocam no próximo dia 25, domingo, no 18º Cultura Inglesa Festival). Berns, por sua vez, caprichou em um set dedicado exclusivamente aos seis anos do blog. STV agradece aos DJs, aos que já contribuíram de alguma maneira com o seu conteúdo e a todos que o visitaram ao longo destes seis anos. Let's party! 



DJ Plinio Cesar, grande responsável pelo som das pistas das lendárias casas “Armagedon”, “Urbania”, “Rock House” e “Espaço Retrô”. Atualmente, Plinio tem tocado como convidado em diversas festas que celebram os bons sons. DJ set: "Surfin'Usa" (Summer Mix) Beach Boys Cover, "Guitarman", "Snakedriver", "Why'd You Want Me", "Teenage Lust" (Accoustic Version) e "My Girl" (Temptations Cover).





DJ Marcelo Magoo, que além de várias discotecagens em casas noturnas e festas desde os anos 90, há mais de 1 ano comanda o programa “Explicit Guitar”. Com foco em rock alternativo, o programa dedica-se ao subgêneros shoegaze, britpop, guitar bands e psicodelia moderna. Atualmente, Magoo apresenta o "EG" na web radio Antena Zero todas as quartas-feiras às 18h. DJ set: "Reverberation", "Between Planets", "I Love Rock´n´Roll", "Sometimes Always" e "Come On".



DJ Berns, que nos anos 90 foi proprietário e DJ das lendárias casas noturnas “Inspiral” e “Disco B”. Desde 2004 é um dos responsáveis pelas discotecagens do “Matrix”, na Vila Madalena. Berns é também idealizador da Melody Maker Party. DJ set: Spacemen - "When Tomorrow Hits", The Telescopes - "Tesla Death Ray", Skywave - "Walking On Stars", Moon Duo - "Mazes", Tame Impala - "Solitude Is Bliss" (Maida Vale Session BBC) e The Wytches - "Digsaw".


terça-feira, 4 de março de 2014

What You Are Looking For: Psychic Love Affair


"Só fizemos um álbum até agora, mas trabalhamos duro nele. Sua alma será liberada da sua mente e flutuará livre através do Universo". Parece pretensioso, e é de fato. Mas é isto que a banda Psychic Love Affair (Austin, Texas) sugere que acontecerá ao ouvir seu EP de estreia Into The Void of Yesterday, Today, & Tomorrow. O EP em questão tem quatro faixas (ouça abaixo) e foi lançado em janeiro de 2013 via Light And Sound Records.