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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Músicas inéditas marcam despedida da banda Inverness

Divulgação

A banda paulistana Inverness anunciou hoje via Facebook sua despedida. Para marcar a ocasião, a banda lançou duas faixas inéditas, "Thank You" e "Heart Coils", em agradecimento a todos os seus fãs e apoiadores. A Inverness lançou três discos: 'Forest Fortress' (2009), 'Somewhere I Can Heart My Heart Beating' (2010) e 'Ivana' (2012).


Mais sobre Inverness: 
songs-to-valentina.blogspot.com.br/search/label/inverness


terça-feira, 26 de julho de 2011

Inverness lança novo vídeo

Durante este primeiro semestre de 2011, a Inverness se dedicou à produção de um videoclipe totalmente independente para a nova canção "Winter Lemonade". O resultado, que você pode conferir abaixo, é um bonito vídeo repleto de momentos triviais, embalados por uma doce melodia. "Queriamos que o videoclipe fosse pequenos pedaços de nossas vidas, então cada dia pegávamos câmeras diferentes, pessoas e lugares diferentes, e filmávamos", disse o vocalista e guitarrista Lucas de Almeida. O download gratuito da música pode ser feito aqui. "Winter Lemonade" é o quarto videoclipe da Inverness. As canções "Tongueling", "Bats" e "Cloud Liquor" também possuem vídeos oficiais, acessíveis no canal da banda no YouTube.



Direção: Inverness
Edição: Lucas de Almeida e Raquel Ginez
Direção de Arte/Fotografia: Raquel Ginez

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Inverness divulga novo lado B; terceiro disco deve ser lançado no final de 2011


Divulgação

Com uma criatividade impressionante, a @Inverness_ já prepara seu terceiro disco. Segundo Mateus Perito (voz e guitarra), a banda já tem oito composições prontas e deve iniciar o processo de gravação do próximo disco a partir do mês de junho. O sucessor de Somewhere I Can Heart My Heart Beating (outubro/2010) está previsto para o final de 2011 e deve soar bem diferente do que já foi feito pela banda até agora, segundo Mateus.

Enquanto o disco novo não sai, a banda já divulgou um novo lado B chamado "Kites", que você pode ouvir clicando aqui. Um single pode ser lançado em breve. Aguarde.


Mais sobre Inverness:
http://songs-to-valentina.blogspot.com/search/label/inverness

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Experimentalismo em dose dupla: Inverness toca com a banda carioca Dorgas


A banda Inverness se apresenta este mês em dois espaços que abrem as portas para atrações independentes na cidade de São Paulo: A Casa do Mancha e o espaço Zé Presidente, ambos na zona oeste. E eles não estarão sozinhos, dividirão o palco com os cariocas da Dorgas. Segundo Mateus Perito, voz e guitarra da Inverness, o primeiro show, no Zé Presidente, trará repertório dos dois discos da banda, o elogiado Forest Fortress e o mais recente Somewhere I Can Hear My Heart Beating, além de duas músicas novas. Já a apresentação na Casa do Mancha promete surpresas. "Estamos bem animados. São os primeiros shows de 2011 e queremos abrir o ano com o pé direito", diz Mateus.






Myspace Inverness:

Myspace Dorgas:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inverness: Somewhere I Can Hear My Heart Beating (2010)


Somewhere I Can Hear My Heart Beating (2010)


Saiu hoje, um pouco depois do previsto, o segundo disco da banda paulistana Inverness. Em Somewhere I Can Hear My Heart Beating a banda aparece mais criativa, com canções de estúdio menos suaves que no primeiro disco (Forest Fortress, 2009), embora a psicodelia primorosa que lhe é característica esteja presente. Exalando uma originalidade pouco notada em bandas nacionais contemporâneas, o Inverness capricha nas novas faixas. Destaques para "Watermelon Fog", que por um momento lembra muito alguns trabalhos do Radiohead, "Inside Diamonds", com a inserção de um vocal feminino, "Room in Twilight", e a potencialmente (muito) ruidosa ao vivo "Lovesong For A Leaf". Ouça e baixe o disco na página da banda na TramaVirtual.


Leia aqui a entrevista concedida em julho sobre este segundo disco.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inverness divulga lados B



Enquanto o segundo disco do Inverness (Somewhere I Can Hear My Heart Beating) não sai, podemos apreciar dois lados B divulgados recentemente: "A Summer's Night Lullaby" e "Taste the Wall". O primeiro, uma "viagem" com generosa dose instrumental. Já "Taste the Wall", com bastante samples de natureza, surpreende por ser levemente pop e entusiasmado. Ouça aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Entrevista: Mateus Perito fala sobre o segundo disco da Inverness


                                        Inverness              Foto: Divulgação


Há um ano, você leu aqui sobre Inverness, banda de quatro garotos paulistanos influenciados pelo shoegaze do My Bloody Valentine, entre outras coisas. O vocalista e guitarrista Mateus Perito volta a falar ao Songs to Valentina, dessa vez especialmente sobre o segundo disco da banda, Somewhere I Can Hear My Heart Beating, previsto para o próximo semestre, e sobre a nova fase da banda.


Songs to Valentina - Atualmente vocês estão sendo produzidos por alguém ou o novo disco é totalmente independente?

Mateus Perito - Mais independente impossível! Estamos só nós quatro tentando usar todas as nossas habilidades para fazer dar certo, mas claro que abertos a novas parcerias.

STV - As referências musicais na composição desse segundo disco continuaram as mesmas?

Mateus - Não posso dizer por todos, mas imagino que as referências básicas continuam e novas apareceram. Atualmente, o Lucas, o Frá e eu andamos ouvindo muita música brasileira, Jorge Ben é rei no momento, e eu também ando bastante viciado em Rap. O Frá viciou em Dorival Caymmi, Cartola, Elomar e também continua pirando em coisas eletrônicas como o novo do Crystal Castles, Justice e MSTRKRFT. Mas posso dizer que esse nosso novo disco é muito mais Inverness do que qualquer referência que possamos ter.

STV - O que esse disco tem de diferente do anterior (Forest Fortress, de 2009)?

Mateus - O conceito é um pouco diferente. No Forest Fortress tratamos da interação entre cidade e natureza, nesse falamos mais de nós mesmos, do silêncio, da fuga para um lugar tranquilo. De qualquer forma, o disco foi um grande amadurecimento, apesar de termos trabalhado menos tempo nas músicas do que no Forest Fortress, elas estão todas muito mais redondinhas. Escolhemos também um método um pouco diferente de gravação, fazendo menos coisas no estúdio e mais em casa.

STV - Sobre o que falam as novas músicas?

Mateus - Apesar de ser um clichê, falamos bastante de amor, um pouco sobre a solidão, um pouco sobre o silêncio, o ponto-chave é que falamos muito mais do que sentimos, desta vez.

STV - Qual a previsão de lançamento de Somewhere I Can Hear My Heart Beating?

Mateus - Nós estamos terminando as gravações. Sendo muito pessimista, até o fim de setembro já estará circulando, mas isso apenas sendo pessimista. Provavelmente até o final do mês lançaremos o clipe do primeiro single, filmado com direção de André Vicentini, um novo cineasta que coincidentemente já havia feito um curta com o nome Inverness e caiu como uma luva para compor esse trabalho, e também com participação do grupo performático Cinetose (www.cinetose.com.br). Depois falem pra gente o acharam!

STV - Vai ser lançado virtualmente como Forest Fortress?

Mateus - Vai sim! Nós também temos uma parceria com um selo virtual chamado Psicotropicodelia, que vai dar uma força no lançamento e na divulgação. Talvez tenhamos uma forma de distribuição física, mas nada confirmado ainda. De qualquer forma todos terão acesso.

STV - Certa vez, o Myspace da banda divulgava uma data de show em NY. Rolou mesmo? Como foi essa experiência?

Mateus - Na verdade não rolou, o que é bem triste. A ideia inicial era uma turnê nos Estados Unidos e estava rolando, com as datas e tudo. Tínhamos uma boa quantidade de shows, entretanto, tivemos problemas com os vistos. Seguramos a turnê, mas conversamos com os locais e eles nos disseram que quando pudermos ir temos portas abertas para tocar.

STV - O Forest Fortress, em formato físico, saiu?

Mateus - Não com a Pisces, como o prometido. Inicialmente por uma série de problemas, mas nós fizemos questão de fazermos e distribuirmos o disco por conta própria, o que deu relativamente certo. Mas no fundo não importa muito, desde que as pessoas ouçam nossas músicas já ficamos suficientemente felizes!

STV - Quais os próximos shows?

Mateus - Com a bagunça que é gravar um disco, estamos bem vagarosos com shows. Fomos convidados para tocar em Taubaté e estamos vendo os detalhes, assim que tivermos uma resposta definitiva todos saberão por meio do nosso myspace.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Inverness: Forest Fortress (2009)

Forest Fortress (2009)

Com um som cheio de experimentalismo, o que a banda paulistana Inverness faz é uma boa mistura de barulho e ternura, enquanto flerta com psicodelia e shoegaze. O uso de samples da natureza, como na faixa-título “Forest Fortress” e em “A Lynx in the Tall Grass”, dão um certo clima bucólico ao disco. Quem já ouviu a banda ao vivo nota que o Inverness do disco não é exatamente o mesmo no palco. Nele o som é mais ruidoso. Ruidoso e delicado ao mesmo tempo. Mas as melhores faixas funcionam tão bem no disco quanto ao vivo. Destaques: “Bats”, “Astral Slide”, “Tongueling” e “Her Nectar”.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Wry + The Soundscapes + Inverness + Pale Sunday + Duelectrum em Sorocaba

por Wemerson Araújo

Sorocaba sempre foi e sempre será uma cidade roqueira, mas nos últimos anos existiu aqui uma carência de local pra shows, principalmente quando se fala em bandas de rock alternativo e independentes. Há alguns dias essa falta de espaço foi suprida pela inauguração do bar Asteroid, que recoloca a cidade no calendário de shows desse tipo. Na verdade estou aqui para falar sobre os shows que rolaram no dia 19/12/2009, no próprio Asteroid, mas eu não podia deixar de registrar essa excelente novidade aqui na nossa querida e amada Sorocity. Então vamos aos shows.

Pale Sunday - Vou começar com a segunda banda que se apresentou porque me atrasei e perdi o Duelectrum. O bar ainda não estava completamente cheio quando veio ao palco o Pale Sunday. Os caras são lá de Jardinópolis, interior paulista, e fazem um indie/pop muito bom. O show foi ótimo e a banda fez o que se esperava. Pena que tinha mais gente lá fora na área de fumantes do que perto do palco.

Lucas de Almeida, voz/guitarra do Inverness
Inverness - Estes não precisam de apresentação porque você, leitor desse blog, com certeza já leu a entrevista postada aqui pela Talita. A apresentação me surpreendeu positivamente. Eu já conhecia meia dúzia de músicas do grupo e imaginei que o show seria bom mas morno, porém o show foi bem legal, cheio de energia, distorcido, barulhento e psicodélico. Parabéns ao Inverness.







The Soundscapes - Os paranaenses formaram a banda lá em NY, em 2006. Já abriram shows no Brasil para o The Make Up, Superchunk, Jon Spencer Blues Explosion, Yo La Tengo e Stephen Malkmus. Sempre que a noite tem mais de um grupo pra tocar, dizem que a cereja do bolo fica pro final mas neste caso não foi bem assim, o Soundscapes fez sem dúvida o melhor show da noite. Olhei para o palco e pensei: putz, muito bom mesmo, mas cadê o resto da banda? A dupla de irmãos tocou muito. Quero ver de novo!

Wry
Wry - Depois de sete anos morando na Inglaterra, a melhor banda de Sorocaba e uma das melhores do Brasil está de volta. Isso para o bem da cena rock independente do país. O show foi bom, mas minha expectativa era que fosse ótimo. A apresentação foi curta e com algumas falhas técnicas. Como é de praxe, tocaram apenas músicas novas, que são boas, mas um clássico hit é sempre bom também.






terça-feira, 7 de julho de 2009

Entrevista: Inverness


Mateus Perito, voz/guitarra da Inverness
Foto: Alessandra Luvisotto
Inverness é uma banda de rock paulistana, formada por Lucas de Almeida (voz e guitarra), Mateus Perito (voz e guitarra), Flávio Fraschetti (baixo) e Marcio Barcha (bateria). A banda tem um EP homônimo (2007) e um disco de estreia, Forest Fortress, lançado neste primeiro semestre de 2009 e disponível gratuitamente na internet.

Foi em 27/06 que conheci a Inverness, em uma apresentação no Clube Praga, no bairro de Perdizes, São Paulo. Em entrevista ao Songs to Valentina, o vocalista e guitarrista Mateus Perito falou sobre o lançamento do primeiro disco, a relação com a internet, o som e os planos da Inverness.


Songs to Valentina - Vocês disponibilizaram na internet o disco de estreia, Forest Fortress. Parece que este é mesmo o caminho pra muitas das novas bandas. Que importância a internet tem para o Inverness? Como está sendo a recepção até agora?

Mateus - As bandas independentes do Brasil têm que se preocupar em lançar o seu som. O formato na verdade tanto faz, a questão é não engavetar o seu trabalho. Música é pra ser ouvida! Para o Inverness a internet é essencial, toda nossa divulgação foi via internet e continuamos todos os dias em cima disso, através do Myspace, Twitter, Orkut. É a melhor opção que temos até agora. Quanto à recepção do disco, estamos acompanhando pelas matérias que vêm saindo e estamos sendo bem comentados nos blogs. Parece que estamos tendo uma boa aceitação e esperamos que o Forest Fortress tenha uma repercussão maior, porque este primeiro disco foi realmente um parto para tirar de nossas cabeças e trazê-lo para a realidade!

STV - Aquela não foi a primeira vez que a banda tocou no Clube Praga. Sentiram algo diferente desta vez em relação ao público ou mesmo em relação a si próprios?

Mateus – Foi nossa terceira apresentação no Clube Praga. Uma delas foi o nosso primeiro show para um público que não consistia somente em nossos amigos, a outra foi durante um período meio conturbado para nós, pois estávamos sem o Frá (Flávio, baixista), ele estava em um projeto fora de São Paulo e fizemos uma experiência power trio. Estamos tocando muito melhor do que antes! Mas sinto que a principal diferença é que algumas pessoas da comunidade do Orkut e do Myspace apareceram pra ver o show, o que para nós é muito legal, pois são pessoas que vêm nos acompanhando há tempos.

STV – No site da TramaVirtual "rotulam" o som da banda em Forest Fortress como “de space folk a neo shoegaze”. Há bandas que preferem não se rotularem, se esse não é o caso do Inverness, a qual subgênero vocês diriam que pertencem? Como definem o som de vocês?

Mateus - Não nos preocupamos muito com os rótulos que nos dão. Alguns obviamente agradam mais do que outros. Acho que todos os rótulos são válidos para os ouvintes. O importante é que todos ouçam as nossas músicas. Se quiserem dizer que é shoegaze ou pós-punk, tanto faz. Considero o nosso som único, por causa do lance da narração na música, a preocupação com timbres, a mescla dos sons brasileiros com os internacionais, uso de sintetizadores, preocupação com as melodias vocais (vozes em confronto) e samples da natureza. Para mim, isso transforma a banda numa coisa mais original. Não que sejamos a banda mais original que já se viu, mas acho que estamos num bom caminho de criatividade. Isso tudo numa intenção de mostrar a relação entre a cidade e a natureza, pelo menos esse é o tema do Forest Fortress, mas quem ouvir está livre para sentir e pensar o que quiser.

STV – O Inverness soa diferente ao vivo...

Mateus - Sempre pensamos em oferecer ao público duas experiências: a ‘ao vivo’ e a ‘gravada’. Por isso ao vivo é muito mais barulhento, uma outra roupagem para as mesmas músicas, o que dá um charme ao show. Mas também não significa que em um próximo passo o ‘ao vivo’ não seja acústico e o ‘gravado’ não tenha 30 guitarras uma em cima da outra!

STV - O Inverness é assumidamente influenciado por Animal Collective, My Bloody Valentine, Radiohead e Spiritualized. Existem outras referências musicais além das quatro bandas e que não ficam evidentes no som?

Mateus - Não acho que todas as quatro (bandas) sejam aparentes no som. Algumas vezes são pequenos detalhes. O que a gente realmente pensa na composição é o conceito que pegamos emprestado e damos uma nova roupagem. Existem milhares de outras bandas que gostamos. Afghan Whigs, por exemplo, é uma banda que eu e o Cito (Marcio, baterista) adoramos, mas não é tão presente em nosso som. Também existe o amado Do Make Say Think do Lucas e do Cito, e também as maluquices que o Frá ouve, o violão clássico e outras. Nem tudo fica aparente em nosso som, mas ouvimos de tudo um pouco, muita coisa mesmo.

STV - Pelo menos de São Paulo, capital, vocês já saíram (a banda fez uma pequena turnê no mês de abril passando por Araraquara, Ribeirão Preto e Indaiatuba). O plano é chegar até o Coachella junto com o My Bloody Valentine?

Mateus - Sim, com certeza! Queremos ir o mais longe possível. Começando a tocar fora de São Paulo e depois para o mundo. Temos muito para mostrar!

STV - No Myspace da banda há a citação: "Não sabemos o que é o verso ou o refrão". O que isso quer dizer?

Mateus - A frase surgiu de uma brincadeira entre eu e o Lucas durante uma conversa sobre música. Reparamos que até então nossas músicas não se enquadravam no formato clássico, o verso-refrão. Nossas músicas estão mais para narração. Só que isso foi tão natural que nós começamos a brincar um com o outro dizendo que não sabíamos o que é o verso e o que é o refrão. Achamos tão engraçado que colocamos no Myspace.