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domingo, 26 de julho de 2015

What You Are Looking For: Dead Rabbits



Este quinteto da cidade inglesa Southampton integra o   casting da Fuzz Club Records, ou seja, você os encontra junto a Sonic Jesus, Dead Skeletons, The Underground Youth e TAU, bandas que o STV ouve e recomenda.

Formado atualmente por Thomas Hayes (voz/guitarra), Neil Atkinson Jr (guitarra), Suzanne Sims (bateria), Paul Seymour (teclados) e Colin Fox (baixo), a Dead Rabbits lançou até o momento os discos 'TimeIsYourOnlyEnemy' (2014), da fantástica "Here She Comes", 'The Ticket That Exploded' (2013) e a estreia foi com a compilação de gravações demos 'Lost & Found' (2011/2012). 







segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Psych Feelings: The Scrap Dealers


por Adeson Moraes

Voltando com mais um texto sobre uma banda recém-descoberta e que me agradou bastante. Vinda de Liège (Bélgica), a banda atende pelo nome de The Scrap Dealers. Paixão à primeira audição. Os caras fazem um som bem sujo e barulhento e suas tags do Bandcamp já chamam a atenção: punk, garage, rock, psychedelic, shoegaze. Barulho bom e dos melhores entre os descobertos por esses dias. Os integrantes são: Hugues Daro, Cedric Georges, Regis Germain, Justin Mathieu e Antoine Pottier, sem muitas informações sobre quem comanda qual instrumento, mas isso pouco importa pois são muito bem executados. Com o EP 'Red Like Blood' lançado em março de 2014 e o debut lançado em novembro de 2014, cujo destaque vai para a soberba faixa "No Sense In Your Eyes", The Scrap Dealers tem um futuro promissor e já pode figurar entre as grandes revelações da nova safra psych que aumenta a cada dia com excelentes bandas nascendo. Mais um presente para os amantes do submundo dos bons sons e para quem adentra esse labirinto onde se encontra um mundo incrível, principalmente para os iniciados. Então, sem mais. Fiquem com a maravilhosa "No Sense In Your Eyes". Boa viagem.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

What You Are Looking For: Black Market Karma


Difícil encontrar uma banda com apenas três anos de existência e uma discografia tão prolífica como a Black Market Karma. Esses londrinos que se juntaram em 2011 já possuem cinco discos lançados. Discos cheios, com 11 ou 12 faixas, não singles e nem EPs esporádicos. O My Bloody Valentine, uma de suas evidentes inspirações, demorou mais de duas décadas para ter três álbuns de estúdio na discografia, dois deles durante o primeiro período de atividade, de 1983 a 1997. O mais surpreendente é que dos cinco discos do BMK, quatro foram lançados no mesmo ano, 2012. E o mais legal é que tudo está disponível para free download no site da gravadora deles, a Flower Power Records.

Desde o primeiro disco, Comatose, o Black Market Karma vinha ecoando uma sonoridade muito equivalente a My Bloody Valentine, como pode ser ouvido na faixa-título. Cocoon é o disco com repertório mais shoegaze, como se ouve em "Neutral", "If I Could" e "Violet", só pra citar alguns exemplos. No mesmo Cocoon também ficam evidentes traços de The Velvet Underground ("Hold Me Down") e de The Jesus And Mary Chain ("Dirty Water"). Muito shoegazing são também "Stars and Stripes (Hammer and Sickle)", "Slow" e "Catsigh", do penúltimo lançamento, Easy Listening

No EP de estreia, All That I've Made, e em Comatose fica registrada a influência de Nirvana ("All That I've Made" e "I Can't Save You", respectivamente). O debut EP de quatro faixas é bem interessante por condensar grunge e shoegaze: passam por ali Nirvana, Ride/My Bloody Valentine e JAMC, mas encerra com um "folkgaze" destoante ("All That I've Lost").

A partir do lançamento de Semper Fi, quarto disco do BMK, sua sonoridade se desprende um pouco do shoegaze e suas músicas passam a soar mais psicodélicas e viajantes, diferenciando-se pela presença de cítara em algumas faixas. Algumas das melhores canções deste disco são: "Running On Dry", "Don't You Know", "I Am Life", "Head Full Of Fuzz", "Andrea's Drum" e "Sitary-Wary". Em janeiro de 2014, o Black Market Karma lançou Upside Out Inside Down, que segue a mesma linha psych do disco anterior, lembrando menos as referências dos lançamentos de 2012, com destaques para "Aheeha", "Outside I", "Skullgroover", "Heady Ideas", "Yes You Can" e "Only Once".




Discografia Black Market Karma:

All That I've Made (debut EP) - Junho/2011
Comatose - Janeiro/ 2012
Cocoon -  Junho/ 2012
Easy Listening - Setembro/2012
Semper Fi - Dezembro/2012
Semper Fi (Vinil) - Julho/2013
Upside Out Inside Down - Janeiro/2014

BMK é formado por:

Stan Belton - Voz/Guitarra
Mike Sutton -  Baixo
Finley Belton - Guitarra
Louisa Pili - Voz/Guitarra/Percussão
Lee Blenckinsop -  Bateria





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Psych Feelings: TAU


por Adeson Moraes

Mais um banda nasce no submundo dos bons sons, e já começa com tudo: o novíssimo projeto chamado TAU, diretamente de Berlim. O responsável pela beleza sonora chama-se Shaun Nunutzi Mulrooney. O cara trabalha com os Dead Skeletons, então para os iniciados acho que dispensa apresentações ou tecer qualquer tipo de comentário. O som passeia pelo experimentalismo, psychedelic e krautrock no melhor estilo Brian Jonestown Massacre e Dead Skeletons. Na primeira audição foi paixão instantânea. Todos os instrumentos ficam a cargo do próprio Shaun, com dois excelentes sons lançados: "The Trickster", lançado em junho de 2014, e "Huey Tonantzin (Madre Tierra)", lançado em julho de 2014. TAU faz com maestria o que de melhor temos na atualidade no psych e consolida ainda mais a cena que é umas das vertentes mais autênticas e belas da música. É bom ficarmos de olho, pois vem ainda muita coisa boa de Shaun e seu hipnótico TAU. Aumente o som e boa viagem. 




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Psych Feelings: Grass On The Sun


por Adeson Moraes 

Existe uma safra nova de bandas incríveis da cena psych mundial. E diretamente da Itália, além do já cultuadíssimo Sonic Jesus, conheci outra banda igualmente genial, a Grass On The Sun, que faz um psychedelic shoegaze spacerock fortemente influenciado pelos mestres Jesus and Mary Chain e Spacemen 3. O duo composto por Alessandro Hicks (vocais e guitarras) e Gabriele Sancho (bateria, baixo e demais efeitos) conta com um EP lançado em junho deste ano contendo duas faixas: "The Corner" e a maravilhosa "I Feel It Coming", que conta com um vídeo oficial incrível. Sem dúvida a Grass On The Sun vem adicionar e muito à cena psych que anda mais efervescente do que nunca. Boa viagem.




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

From Birmingham, with pride: STV interviews The Exploding Sound Machine




Tell us how The Exploding Sound Machine got started.
Joey: The band got together really by chance, I was working in a vintage store in Birmingham and I'd just moved here looking to get a something together when a friend told me about this guy who digged the same music and style as me and that he was a drummer looking for a band, we met and we just clicked. Then about a month later we were at a club that played 60s psych and garage when we met Sarah who had come up to Birmingham by chance. The three of us tried out loads of people but nothing seemed to work and it got to the point when we were thinking of packing it in until Lewis contacted me on Facebook and came down to jam and it was like we'd found the missing piece of the puzzle, though at the time we were a far more garagey sounding band. It really wasn't until Ed joined on guitar that we really found the sound and style that we are today.

"You can definitely feel there's a scene starting to form in Birmingham"



Which bands has influenced you?
Joey: Good Lord, that's a tough one because it can really change from day to day. I think the band hasn't really got one set of bands that have influenced us because we all dig the same sounds, but we can all be into really different things at any one time, for me personally it's always been the British psychedelic bands like Syd Barrett era Pink Floyd, The Pretty Things, The Soft Machine, The Open Mind, the Moody Blues, and Donovan, and some of the west coast bands like Love and Jefferson Airplane mixed with the early prog and kraut rock bands like Jethro Tull, King Crimson, Yes, Black Widow, Black Sabbath, and Brain Ticket. 

"Some of the highlights for me have been playing at Lunar Festival with the likes of Donovan, Arthur Brown, and Temples"


Why “Lady Medusa” was chosen to be the first digital single?
Joey: "Lady Medusa" wasn't really picked by us as a single, it just seemed that was the track out of the three that people really loved. But we weren't happy with the mix so we went back into the studio and tweaked it. When the first twist in the tale E.P comes out in early September on CD all three tracks have been remixed so they sound so much bigger.

How has the current tour been?
Joey: It's always great to be on the road and we are all genuinely close friends so there's never a dull moment. There's been highs and lows but every band has that and I think with what we're trying to do people either get it or they don't. Personally, some of the highlights for me have been playing at Lunar Festival with the likes of Donovan, Arthur Brown, and Temples. And our most recent gig in Brighton where we played to a sell out crowd and people were singing along with the songs which just blew my mind... I would love to tell you about something big happening next month but I've been sworn to secrecy...

"Birmingham always gets overlooked for London, Liverpool and Manchester, but there's been some amazing bands" 


Would you say that there is a neo-psych scene in Birmingham?
Joey: You can definitely feel there's a scene starting to form in Birmingham and it's great that it's coming from two different ends of the spectrum with the 60s psych thing, and the shoegaze revival coming together. I used to run an event in Birmingham called The Exploding Bubble Club and when I started out I wasn't expecting much I just wanted somewhere me and the band could go, but it ended up being this massive night that people would travel from all over Europe to come to, and loads of cool guys from Birmingham that I'd never met appeared. Birmingham always gets a bum deal really and gets overlooked for London, Liverpool and Manchester, but there's been some amazing bands like Black Sabbath, The Idle Race, and Roy Woods bands (The Move and ELO) and some amazing venues like Mothers Club that get forgotten.

Tell us about the next releases. What do the audience can wait? 
Joey: Well, we're working with a great label called HeviSike, so we're about to put out the first twist in the tale as a hard copy hopefully with a 7" release and then in early October we shall be releasing our new four track 7" EP and Double A-Side single which you will be able to purchase from either our Facebook or from HeviSike's website.

The Exploding Sound Machine is composed of:

Joey - Guitar/Vocals
Ed - Guitar/Backing Vocals
Sarah - Organ/Backing Vocals
Lewis - Bass
Simon - Drums

Support them.




De Birmingham, com orgulho: STV entrevista The Exploding Sound Machine



Conte para nós como The Exploding Sound Machine surgiu
.
Joey: Foi realmente por acaso. Eu trabalhava numa loja vintage em Birmingham, tinha acabado de me mudar quando um amigo me contou sobre um cara que curtia o mesmo tipo de música e estilo que eu, e que ele era baterista e estava procurando por uma banda. A gente se conheceu e deu certo. Cerca de um mês depois estávamos num clube que tocava psicodélico e garage dos anos 60 e conhecemos Sarah, que tinha vindo pra Birmingham por acaso. A gente experimentou tocar com várias pessoas, mas nada parecia dar certo. Chegamos ao ponto de pensar em desistir até que Lewis fez contato comigo via Facebook e veio para uma jam e foi como se tivéssemos encontrado a última peça do quebra-cabeça, embora naquele tempo soássemos bem mais como uma banda garage. Foi só com a entrada do Ed como guitarrista que chegamos ao som e estilo que temos hoje.

"Definitivamente você pode sentir que há uma cena começando a se formar em Birmingham" 


Quais bandas influenciaram você (s)?
Joey: Senhor, é difícil dizer, porque isso pode mudar dia após dia. Acho que não temos exatamente uma lista de bandas que tenham nos influenciado porque todos nós exploramos as mesmas sonoridades, mas podemos todos estar com influências diferentes em qualquer momento. Pessoalmente, sempre foram as bandas britânicas psicodélicas como Pink Floyd com Syd Barrett, The Pretty Things, The Soft Machine, The Open Mind, The Moody Blues e Donovan, e algumas do costa oeste como Love e Jefferson Airplane, além do progressivo e krautrock do começo como Jethro Tull, King Crimson, Yes, Black Widow, Black Sabbath e Brain Ticket.

Por que “Lady Medusa” foi escolhido para ser o primeiro single?
Joey: “Lady Medusa” não foi realmente escolhido como single, simplesmente parecia que era a faixa, entre outras três, que as pessoas iriam gostar mais. Mas não estávamos felizes com a mixagem então voltamos ao estúdio e a melhoramos. Quando o primeiro EP for lançado no começo de setembro, as três faixas remixadas soarão muito melhor. 

"Alguns dos melhores momentos foi ter tocado no Lunar Festival com gente como Donovan, Arthur Brown e os Temples"

Como tem sido a atual turnê?
Joey: É sempre ótimo estar na estrada e nós somos realmente muito amigos então nunca há um momento tedioso. Tem havido altos e baixos mas toda banda tem isso. Pessoalmente, alguns dos melhores momentos foi ter tocado no Lunar Festival com gente como Donovan, Arthur Brown e os Temples. E nosso mais recent show em Brighton onde tocamos com ingressos esgotados e a plateia cantava as nossas músicas. Adoraria te contar sobre um grande acontecimento no próximo mês, mas eu preciso guardar segredo...

"Birmingham sempre fica ignorada atrás de Londres, Liverpool e Manchester, mas tem algumas bandas incríveis" 


Você diria que existe uma cena neo-psicodélica em Birmingham?
Joey: Definitivamente você pode sentir que há uma cena começando a se formar em Birmingham e é maravilhoso que isso está vindo de duas pontas diferentes do espectro psicodélico dos anos 60, e o shoegaze revival também está aí. Eu costumava produzir um evento em Birmingham chamado The Exploding Bubble Club e quando comecei eu não tinha muitas expectativas, só queria algum lugar onde eu e minha banda pudéssemos ir, mas o evento acabou virando essa grande noite para a qual as pessoas viajam de toda a Europa para participar, e muita gente interessante de Birmingham que eu nunca conheci aparece. Birmingham sempre fica ignorada atrás de Londres, Liverpool e Manchester, mas tem algumas bandas incríveis como Black Sabbath, The Idle Race, e as do Roy Wood (The Move e ELO) e alguns lugares ótimos como o clube Mothers que ficam esquecidos.

Fale sobre os futuros lançamentos. O que o público pode esperar?
Joey: Bem, estamos trabalhando com um ótimo selo chamado HeviSike. Esperamos lançar um 7’’ e depois, no começo de outubro, devemos lançar nosso primeiro EP 7” com quatro faixas e um single Double A-Side (single no qual nenhuma das faixas é considerada como “secundária” ou “B”) que estará disponível para compra tanto pelo nosso Facebook quanto pelo site da HeviSike.


The Exploding Sound Machine é composta por:

Joey - Guitarra/Voz
Ed - Guitarra/Backing Vocals
Sarah - Orgão/Backing Vocals
Lewis - Baixo
Simon - Bateria




terça-feira, 4 de março de 2014

What You Are Looking For: Boogarins



“São brisa gentil soprando do outro lado do Atlântico. Vem de Goiânia esta maravilha: As Plantas Que Curam”. Essas foram as palavras do jornalista Mário Lopes no jornal português Público. Para orgulho nosso, estamos do lado de onde a brisa sopra. Os Boogarins um dia receberam uma mensagem do selo nova-iorquino Other Music Recording, como resposta de sua autodivulgação pela web. Hoje a banda psicodélica, que começou com Fernando Almeida e Benke Ferraz unidos pelo gosto em comum por Mutantes e Beatles, tem um contrato de três discos com o selo, além de distribuição pela Fat Possum Records, mesma de bandas como Iggy and The Stooges, T.Rex, Spiritualized e, para citar nomes mais contemporâneos, Yuck, Black Keys e Temples. Ou seja, dá pra se ter uma ideia do critério. O debut As Plantas Que Curam saiu no final de 2013 com vendas na web nos formatos MP3, CD, vinil e até K7. Foram destaque no site Stereogum, onde lançaram o clipe para “Lucifernandis”; no Pitchfork, com uma avaliação de 7.1 do disco; e no Popload, pouco antes de ser anunciado que a dupla fundadora apresentaria um DJ Set psicodélico na abertura para o show do Tame Impala no Cine Joia em outubro de 2013. Em pouco tempo a comparação com os australianos passou a ser inevitável, mas os Boogarins têm seu brilho próprio. Tanto que iniciam em breve uma turnê internacional por Europa e EUA, passando pelos festivais South by Southwest (Texas), Primavera Sound (Barcelona) e Austin Psych Fest (Texas).