sábado, 27 de julho de 2013

Fresh Touch: novo projeto de Damon Albarn

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Definitivamente, o Blur não basta para Damon Albarn. Faz as contas: Gorillaz, The Good, The Bad and The Queen, Rocket Juice and The Moon e, agora, acompanhado por Alex Kapranos (Franz Ferdinand), Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) e novamente Flea (Red Hot Chili Peppers), o músico apresenta Fresh Touch, seu mais novo projeto paralelo. Claro que o músico em foco neste supergrupo vai depender do blog. Aqui, é o Damon Albarn. O primeiro single do Fresh Touch, “Latest Style”, foi lançado em 13 de julho e incluído em vinil de edição limitada (com singles de outras bandas) cuja renda destina-se à organização Oxfam que realiza trabalho humanitário junto a refugiados sírios. Albarn vem a São Paulo se apresentar com o Blur  na edição de 2013 do Planeta Terra Festival, em 9 de novembro.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

David Bowie: 'Valentine's Day'


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Quando em seu aniversário de 66 anos David Bowie divulgou o vídeo da primeira música inédita em dez anos, a comoção entre fãs e imprensa de música foi geral. O single inédito era a melancólica "Where Are We Now?" e ela estaria no próximo disco, The Next Day, que seria lançado dois meses depois. The Next Day saiu em março atendendo a todas as expectativas: não era um disco de um velho melancólico com saudades da temporada em Berlim, mas um registro vigoroso de um músico essencial na história do rock e da cultura pop que trabalhava secretamente com seu produtor de longa data, Tony Visconti, em seu próximo lançamento.

As melhores faixas de The Next Day estão aos poucos ganhando vídeos. "The Stars (Are Out Tonight)" e "The Next Day" foram as seguintes. Agora, é a vez de "Valentine's Day". Uma vez que uma turnê vem sendo desconsiderada, era de se esperar que Bowie não fosse negligenciar ao menos a promoção audiovisual de seu novo disco, que ainda tem excelentes músicas dignas de videoclipes como "Dancing Out In Space" e "I'd Rather Be High".




terça-feira, 16 de julho de 2013

Sonic Youth versão fatiada na Matador Records; agora Kim Gordon mostra as garras




Certamente nenhum fã de Sonic Youth pensou que mesmo com o temporário fim da banda seus integrantes deixariam de produzir música. Até porque só a carreira do Sonic Youth já é suficientemente prolífica como prova e, o Sonic Youth não sendo o bastante, eles sempre estavam envolvidos com outros projetos. Após o rompimento, a turnê solo de Thurston Moore veio ao Brasil em abril de 2012 apresentando o álbum ‘Demolished Thoughts’ (2011, Matador Records), pouco convencional pelo que muito se conhecia do estilo barulhento de Moore/Sonic Youth, por trazer canções de clima mais intimista. E ele segue com uma nova banda, a Chelsea Light Moving.

Este mês, mais precisamente nos próximos dias 18, 19 e 20, São Paulo irá receber a turnê sul-americana de Lee Ranaldo, apresentando seu mais recente disco solo ‘Between the Times and the Tide’ (2012, Matador Records). O baterista e igualmente (ex-) membro do Sonic Youth, Steve Shelley, acompanha Ranaldo na turnê.

A mesma Matador Records anunciou recentemente que será lançado no dia 10 de setembro o novo trabalho musical de Kim Gordon, o duo Body/Head (a banda Free Kitten foi um dos projetos paralelos divulgados antes da separação oficial da banda no final de 2011). Ao lado de Bill Nace, ela formou o Body/Head em 2012. No início era um duo de música basicamente instrumental fazendo apresentações experimentais multimídia. Eles se preparam agora para o lançamento do primeiro disco, ‘Coming Apart’, que é duplo e traz Kim nos vocais. E parece que nele o clima intimista passa mais longe.

Naturalmente noise, e por isso recordando Sonic Youth no palco, a performance abaixo revela o apelo de um fã na plateia: "Please, come back!". Nem mesmo a imprensa musical, no geral, parou até agora de chamar de "projetos" os trabalhos dos ex-integrantes do ícone alternativo. Ao que parece, para a imprensa e para os fãs, eles não foram, eles ainda são o Sonic Youth.




sábado, 13 de julho de 2013

What You Are Looking For: Gliss

Capa do EP 'Hunting' (2012)

A faceta musical do festival SXSW (South by Southwest), também conhecido por ser reduto de cabeças pensantes do marketing, da publicidade e da tecnologia digital, sempre apresenta bandas nem ainda muito famosas nem tão desconhecidas, para a nossa alegria. Durante o festival texano, numa bicicletaria (!), instala-se um estúdio da KEXP, rádio de Seattle, mais precisamente da Universidade de Washington. O canal da KEXP no YouTube divulga, entre outras pérolas contemporâneas, a performance da banda Gliss, que se apresentou no SXSW neste 2013.

Gliss é uma banda de Los Angeles, Califórnia, formada em 2004 por Victoria Cecilia, Martin Klingman e David Reiss. Ecoa o sempre bom e velho conhecido pós-punk, e dream pop com discretas doses de eletrônico. Conseguiram chamar a atenção de ninguém menos do que William Patrick Corgan, ele mesmo, o Billy, com o EP 'Kick In Your Heart' e assim foram convidados a acompanhá-lo na turnê europeia do seu álbum 'The Future Embrace'. Depois ainda participaram de um tributo ao Smashing Pumpkins.

O primeiro disco, 'Love The Virgins', foi lançado pelo selo britânico Tough Cookie - parece que os Estados Unidos ainda mantêm a velha mania de enxergar seus bons artistas de rock depois que o Reino Unido já fez isso. Este ano o Gliss está lançando o álbum 'Langsom Dans'.


Confere aqui a discografia completa e outras informações sobre a banda.
Ouça mais Gliss aqui.

Veja abaixo a performance do Gliss no estúdio da KEXP no SXSW com as lindíssimas “In Heaven” e “Weight of Love” e mais quatro músicas.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cinco anos de Songs to Valentina - Extra!

Sem saber, o grandioso The Jesus And Mary Chain deu ao blog um belo presente de aniversário de cinco anos: levou ao palco do Primavera Sound, em Barcelona, onde se apresentava na última sexta-feira (24), a vocalista e guitarrista do recém-revigorado My Bloody Valentine. Bilinda Butcher dividiu com Jim Reid os vocais da superclássica "Just Like Honey", do primeiro disco do JAMC, Psychocandy (1985). O MBV se apresentou no mesmo festival no sábado (25). Confira o vídeo deste momento histórico (e tão fofo) da Bilinda cantando o refrão com o JAMC.



Cinco anos de Songs to Valentina com cinco novas bandas "shoegazing"

SONGS TO VALENTINA está completando cinco anos. Não foram anos muito glamourosos, é verdade, mas alguma dignidade foi mantida ao longo desse tempo. Para celebrar estes cinco anos, foram escolhidas cinco boas bandas com influências do shoegaze - também transitando entre o dream pop e a neo-psychedelia, e claro -, do My Bloody Valentine, banda-matriz do estilo e cujo nome inspirou o deste blog, para quem não sabia. As bandas são novas, ou seja, a maioria com seus primeiros discos recém-lançados. Dê o play e aproveite.


TOY
Origem: 2010 - Brighton, Inglaterra 
Você ouve: "Dead & Gone" do disco de estreia TOY (2012).




The Big Pink
Origem: 
2007 - Londres, Inglaterra 
Você ouve: "Stay Gold" do disco Future This (2012). 





DIIV
Origem:  2011 - Nova York, Estados Unidos 
Você ouve: "Wait" do disco de estreia Oshin (2012)




FireFriend
Origem: 2006 - São Paulo, Brasil 
Você ouve: "Blackbird" do disco 999 To 666 TS Street (2011)




Panda Riot
Origem: Filadélfia, Estados Unidos (o ano da formação é um mistério).
Você ouve: "Black Pyramids" do disco Northern Automatic Music (2013)



segunda-feira, 8 de abril de 2013

The Cure em São Paulo: porque falar descaradamente de amor ainda importa


Foto: Marcelo Pereira / Terra

Na noite do último sábado, 6 de abril, em São Paulo, 30 mil pessoas testemunharam o excelente show da emblemática The Cure, inspiração e (seria exagero dizer?) devoção de muitos. A Arena Anhembi recebeu um público variado, entre adultos (leia-se gente mais madura, alguns até exibindo seus grisalhos tais quais os de Robert Smith, mas não com a excentricidade do penteado do frontman, claro) e pessoas mais jovens que evidenciavam seus 20 e poucos anos, dos quais alguns, isoladamente bobos, comportavam-se como se estivessem em uma pista de dança de uma casa noturna com uma simples discotecagem. Distraídos, conversavam, deixando em segundo plano a banda, no palco! Estes pareciam não entender o que testemunhavam ou, se entendiam,  não davam tanta importância. Uma apatia beirando uma espécie de sacrilégio. Mas a maioria, diga-se, entendia, em êxtase.

O Cure fez um equilíbrio perfeito entre hits de rádios FM e das pistas de dança pós-punk (aquele tal gótico alegre) e canções mais obscuras, aquelas para fãs da discografia completa. Não faltaram as descaradamente românticas, evidentemente, como "Just Like Heaven". A noite foi de diversão e contemplação em um mesmo show com duração de mais de 3 horas. Um show vigoroso de um literalmente brilhante Robert Smith e sua banda.

Destaque aqui para um dos pontos altos do set-list (e uma das minhas músicas preferidas),  "A Forest", registrado nessas imagens postadas no YouTube por Ricardo Silveira. Embora sejam imagens capturadas de muito longe do palco, a qualidade da gravação está boa.




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

My Bloody Valentine lança disco de inéditas; ouça


Intitulado m b v, o tão aguardado terceiro disco do My Bloody Valentine, desde Loveless (1991), finalmente foi lançado no último sábado, 2 de fevereiro. Há alguns dias havia “vazado” na internet uma música inédita que foi tocada durante um show em Londres, enquanto o líder da banda, Kevin Shields, prometia o lançamento do novo álbum em poucos dias. Dito e feito, aqui está m b v com nove faixas inéditas dos shoegazers – ouça faixa por faixa diretamente do canal da banda no YouTube.

m b v está disponível para compra no site da banda nos formatos digital e físico (em CD ou vinil). Atualmente, My Bloody Valentine segue em turnê com shows confirmados no Japão, Taiwan, Austrália, Reino Unido e Espanha. Esperamos que passem pela América Latina - incluindo o Brasil, claro. Abaixo, a faixa 6 "New You":



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

É aniversário de David Bowie; O fascinante Camaleão do Rock completa hoje 66 anos




“Talvez o indie rock só exista por causa de milhares de moleques que perceberam que eles nunca, nunca poderiam parecer com David Bowie”. A citação é de Marc Spitz, autor de Bowie – A Biografia (Benvirá, 2010), referindo-se a quando tentou imitar um dos muitos visuais do músico.

Você não precisa ser um adepto da “bowiefilia” para ler. O livro de Spitz mostra a evolução do artista, suas várias fases, das mais inovadoras e impactantes às menos inventivas, e você pode gostar muito de uma, talvez de duas delas, ou do todo. Mas se você gosta de música, é improvável que não se impressione com algo feito por David Bowie, desde “Space Oddity”, o primeiro single de sucesso em 1969, até Reality (2003), o último disco até o momento - a não ser que o velho camaleão surpreenda mais uma vez.

Por ter sido escrito por um fã assumidíssimo de Bowie, fica óbvia a parcialidade. Spitz se dá o prazer de usar de ironia sutil quanto a um ou outro aspecto, mas isto é raro. Exceto por algumas raras controvérsias, Bowie é imaculado. Salvo também por um episódio envolvendo o cantor Gary Numan, quando o então generoso Bowie, colaborador de Iggy Pop e Lou Reed, voltou-se contra a ideia de dividir o mesmo estúdio de TV com Numan, um dos expoentes musicais dos anos 80. Numan estava entre aqueles que foram influenciados pela fase Low de Bowie - o primeiro álbum da chamada Trilogia de Berlim -, pelo uso de sintetizadores (um período em que Bowie recebeu influência do Kraftwerk). Esses músicos dos anos 80, outrora somente fãs, viraram enfim concorrentes à altura, vendiam tanto quanto ou mais que ele. Bowie não ficou passivo à concorrência.

O campo familiar não fica de fora. Spitz nos apresenta o Bowie filho, irmão mais novo, esposo e pai. Mas acima de tudo delineia a trajetória fluída do extraordinário músico, do ator (O homem que caiu na Terra, Fome de Viver e Basquiat, por exemplo) e até artista plástico. 

Em 1966, David Jones - que fora o menino inglês de classe média baixa fascinado pela cultura dos Estados Unidos -, se torna David Bowie e passa a ser o artista solo que recrutava músicos e os dispensava conforme a ocasião - como aconteceria com os que formaram a Spiders From Mars. Do tímido David Jones ao extravagante Ziggy, o autor discursa sobre a relação entre Bowie e Marc Bolan. Ambos se conheceram ainda aspirantes, tinham suas iniciantes carreiras gerenciadas pelo mesmo profissional e nutriam os mesmos interesses por roupas e por se tornarem superastros da música. Quando Bowie personificou Ziggy e finalmente ganhou fama, Bolan já era famoso com sua poderosa T. Rex, mas seria com Ziggy que o glitter rock (ou glam, se preferir) ganharia mais força. Em alguns anos, Bowie seria mais famoso que Bolan, que morreria precocemente mas permaneceria cultuado, ainda que por um número menor de fãs.

O icônico Ziggy Stardust veio ao mundo em 1972, com uma forcinha providencial de Angie Bowie, sua esposa e espécie de figurinista na época. Foi ela, por exemplo, que sugeriu que o cabelo dele fosse pintado de vermelho. Vale dizer que Ziggy levou à fama, mas o verdadeiro sucesso em vendas veio com o disco Let’s Dance (1983), uma década depois. Foi uma fase comercialmente arrebatadora, embora visualmente “cafona” e quase nula em matéria de conceito. Segundo o autor, Bowie é daqueles artistas que vivem o insistente conflito entre fazer arte versus “fazer dinheiro” – ele compara com o Radiohead – um equilíbrio às vezes difícil, mas imposto pelo artista a si mesmo, ao menos quando este é David Bowie – ou o Radiohead.

Numa única década - os anos 70 - David Bowie fez 11 discos, criou e apresentou ao mundo sua principal persona, e ainda teve tempo de produzir discos de Iggy Pop e Lou Reed. Exagero dizer que foi a sua Era de Ouro? Não. Apesar do arriscado uso da cocaína de então, Bowie nunca parou de produzir nessa época, como se vê. 

Naquele momento, Bowie era a antítese de seus heróis Lou Reed (The Velvet Underground) e Iggy Pop (The Stooges), que passavam por uma fase decadente na carreira – Pop, especialmente, abusava terrivelmente das drogas – enquanto a carreira de Bowie se consolidava. Nesse período, Bowie saiu em turnê com um revitalizado Iggy Pop, como tecladista da turnê de Lust for Life, o segundo disco de Iggy que também teve sua colaboração. Era o período pós-Ziggy, e mesmo com toda a fama alcançada, ele optou por ser somente um músico em segundo plano na turnê de um de seus ídolos.

Não se espante com a ambiguidade sexual de Lady Gaga na mídia. Bowie explorou isso muito antes dela. Não se surpreenda com um palco extraordinário de uma grande turnê do U2. Bowie foi pioneiro em criar megaturnês e megacenários. A teatralidade no palco da Madonna? Bowie fez muito antes também. Basicamente, o que Marc Spitz quer nos mostrar em Bowie – A Biografia é que todo ícone moderno do rock ou do pop que surgiu no show business depois de David Bowie tem a mesma inspiração: Bowie!

Robert Smith (Cure), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Brian Molko (Placebo), Frank Black (Pixies), Morrissey (Smiths) e Trent Reznor (Nine Inch Nails) são só alguns dos que receberam inspiração para formar suas próprias bandas. Bowie foi referência para o punk, a new wave, o pós-punk...

O livro só poderia ser ainda melhor se Spitz tivesse optado por dar títulos aos capítulos – são 29. Uma vez que o volume de informação é enorme, se quem lê pudesse se guiar por títulos que se referem ao período relatado, isso seria bem válido. 

Além de jornalista de rock, Marc Spitz é um genuíno jornalista de cultura pop, o que torna sua escrita muito rica em contextos. Todo o livro é devidamente marcado por referências dessa cultura do entretenimento de massa, seja na música, na TV, no cinema e até na moda, na maioria das vezes ligadas direta ou indiretamente à figura central. 

Outros dois pontos positivos: ao final de alguns capítulos, Spitz discursa em primeira pessoa acerca de alguma experiência pessoal ligada ao seu ídolo e personagem, como quando tentou, sem sucesso, tingir o cabelo de loiro inspirado pelo visual que Bowie adotou em Let’s Dance. E, conforme o autor narra os lançamentos dos discos, eles são resenhados, alguns com esmero, faixa por faixa. 

Para Bowie – A Biografia o autor entrevistou todo tipo de pessoa que conviveu com o artista: namoradas, empresários, músicos, produtores... Entre os profissionais, homens literalmente apaixonados por ele. Quando aspirante à fama, Bowie era um jovem músico que tinha um forte poder de sedução. Além disso, usa muitas palavras do próprio músico embasadas em entrevistas a revistas e TV.

Bowie continua a inspirar não só músicos, mas profissionais ligados à arte de uma maneira geral, especialmente estilistas, diretores de cinema e artistas gráficos. 

Referindo-se particularmente ao rock norte-americano do começo dos anos 2000, de bandas como The Strokes, Yeah Yeah Yeahs e Interpol - todas de Nova Iorque, cidade que Bowie venera e onde mora -, Spitz resume que são “bandas influenciadas por bandas influenciadas por bandas influenciadas por David Bowie”.

Então, você sabe do que muitos dos maiores artistas da música foram feitos, então talvez a principal pergunta que o livro te responda é ‘do que é feito David Bowie’.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Melhor de 2012: Cloud Nothings e TOY


Neste final de ano, STV destaca duas bandas deliciosamente barulhentas. Cloud Nothings chegou a 2012 com seu Attack on Memory, um disco não muito coeso que, em alguns momentos, parece apenas reproduzir, e muito bem, o que já veio nos anos 90. O melhor do disco é encontrado nas excelentes "No Sentiment", "Separation" (instrumental), "No Future/No Past", com aquele verso repetitivo e cada vez mais desesperado que vai rasgando a garganta de Dylan Baldi,  e "Wasted Days", da qual vem o verso "I thought I would be more than this", que rapidamente você está bradando junto com Baldi. Dos quase 9 minutos que a música tem, o que acontece dos 3:00 em diante é fantástico, um deleite aos post-hardcores e noise lovers.




TOY é a agradabilíssima surpresa do final de 2012. Shoegazing, psicodélico, noisy. Ecos de Sonic Youth e My Bloody Valentine. Um deleite só. A banda lançou seu debut (Toy) em setembro deste ano. 

As bandas vêm dos Estados Unidos e Inglaterra, respectivamente, e nos fazem o favor de fugir do básico e óbvio. Experiências auditivas ímpares, sem parecerem caricaturas de suas referências.